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skip to main | skip to sidebar O Significado É... "As gravadoras acabaram" Postado por Eduardo Passos Li hoje uma entrevista de João Marcello Bôscoli, fundador e presidente da gravadora Trama, na Exame. O tÃtulo da entrevista me deixou pensando como esses tÃtulos apocalÃpticos sempre se revelam demasiadamente empolgados ou pessimistas sobre algum assunto. É difÃcil pensar que as Majors sairão do jogo assim tão facilmente. Todas as grandes gravadoras fazem parte de conglomerados de mÃdia e ainda possuem um poder grande sobre os artistas e sobre os consumidores.Para ter certeza disso, basta ver os inúmeros processos movidos por essas empresas nos Estados Unidos contra pessoas que baixam arquivos na Internet. Mesmo assim, há pessoas que pensam diferente. Pode ser que a fala de Bôscoli seja apenas uma desistência, uma espécie de "tudo bem, eu me rendo". Afinal, não há mais como bloquear a troca de arquivos mp3 entre as pessoas. Basta proibir um software de compartilhamento que surgem vários outros no lugar dele. Leia a entrevista feita por Tiago Maranhão e tire as suas conclusões. Seja você um apocalÃptico ou um integrado, como diria Umberto Eco.1) Se a Trama está dando de graça seu principal patrimônio, que são as músicas dos artistas contratados, como vai ganhar dinheiro? As vendas de mÃdias fÃsicas, como os CDs, representam hoje apenas 14% de nosso faturamento. Criamos um modelo no qual as pessoas baixam músicas de graça e o artista recebe o pagamento via patrocÃnios captados pela Trama. Além disso, produzimos shows, programas de rádio e TV, temos nossa editora, agenciamento de artistas, fazemos licenciamentos e temos nossos estúdios.2) Que tipo de empresas se interessam por esses patrocÃnios musicais? Os principais anunciantes de mÃdias tradicionais, como revistas, jornais e televisão, também são os principais interessados por esses projetos. Já fizemos parcerias com empresas como a Volkswagen, a Natura, a Vivo e a Microsoft.3) Qual o retorno de uma empresa que patrocina um álbum? A música gera um laço emotivo perene. As empresas que patrocinam projetos procuram pegar carona nessa relação especial entre o ouvinte e o artista. 4) Nesse novo modelo de negócios, ainda há espaço para grandes gravadoras e conglomerados como a Warner dos anos 80? As gravadoras acabaram. Felizmente. Pelo menos no sentido de empresas que vivem de vender música, como era no passado. Há espaço para o surgimento de outras grandes empresas no setor, mas não com essa mesma mentalidade.5) Onde as gravadoras erraram? Elas começaram a morrer quando declararam guerra à internet. Foi uma burrice, equivalente a uma fábrica de velas tentar processar Thomas Edison por inventar a lâmpada. O trânsito de arquivos musicais na internet é uma coisa sem volta. Como explicar a um adolescente de hoje a ilegalidade do MP3?6) Os artistas não vão ficar a ver navios num mundo onde ninguém paga por suas músicas? Alguém sempre pagará pelas músicas, mas não necessariamente o público. E a maior receita dos artistas sempre veio dos shows e não dos discos.7) As gravadoras e os CDs vão deixar saudades? As novas empresas do setor, em vez de basear seu negócio na venda de uma única mÃdia, o CD, vão ter de diversificar sua atuação. E o momento é bastante oportuno. A música hoje está mais presente na vida das pessoas do que nunca. Em games, computadores, celulares, players digitais portáteis e outros lugares onde nunca esteve antes. Quanto ao CD, basta lembrar que ele risca, o encarte rasga e o estojo desmonta. Alguém vai sentir saudades de um negócio desses? "Fui pega pela obsolescência programada" Postado por Eduardo Passos O texto de hoje é de uma ex-colega e eterna amiga, a super jornalista Maura Peres. Como acompanho o twitter dela (@mauraperes), sempre fico sabendo de notÃcias interessantes. Ela deixou um recado sobre o post mais recente dela no blog da assessoria onde trabalha, a Approach. Fui lá dar uma olhada e vou aproveitar para publicar aqui também. O assunto é interessante e foi muito bem tratado. Aproveitem!Sabe quando o cidadão acha que precisa comprar algo novo só para não parecer antiquado? Esse fenômeno contemporâneo chama-se “obsolescência programada”. Tinha acabado de ler um artigo sobre isso quando rumei para o lançamento mundial do aclamado Windows 7, no Ponto Frio de Ipanema, um dos três lugares do Brasil que contou com o evento. O burburinho era grande, a fachada iluminada por canhões de luz verde não deixavam dúvidas de que ali havia uma verdadeira festa. Diversos executivos e profissionais da Microsoft se misturavam aos clientes afoitos para conhecer e principalmente adquirir a nova versão do mais conhecido sistema operacional do mundo. Em São Paulo, no Extra Itaim, foram distribuÃdas senhas ao longo do dia e a loja contou ainda com a presença do presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy. Três anos após o lançamento do Windows Vista, a Microsoft ouviu e desenvolveu diversas melhorias no que considera ser o mais moderno sistema. Ao longe, viam-se os olhares de adultos brilhando, como se fossem de crianças em uma grande loja de brinquedos. Vários computadores permitiam que os consumidores experimentassem o novo software e, orientados por profissionais, percebessem as mudanças da nova versão. Por vezes são detalhes quase imperceptÃveis, mas que podem fazer a diferença para muita gente. Cheguei a ouvir uma cliente dizer que queria dar um beijo na pessoa que inventou uma pequena facilidade na hora de renomear arquivos. Outros vibravam com os brindes, que por vezes tinham um valor maior do que o produto à venda. Pontualmente à meia noite, na virada para o dia 22, aconteceu o ápice do evento. Os caixas foram abertos para que os consumidores pudessem efetuar as suas compras. Quem garantiu a sua sacola verde tirou fotos para registrar o grande momento e saiu com muito sorriso no rosto. Eu, que nem sonhava que precisava de um novo Windows, fui uma delas e confesso: eu estava completamente obsoleta! Para ler o texto no blog da Approach, clique aqui. Pode acreditar na Squadrus Postado por Eduardo Passos Marcadores: Anos 80, Legião Urbana, MySpace, Rock, Squadrus O sentimento de ouvir uma música inédita e saber que aquilo já fazia parte do seu gosto musical antes mesmo de conhecê-la se chama identificação. Será que essa era a intenção que a banda Squadrus perseguia com a música chamada Acreditar? É um puro rock nacional? É a influência dos anos 80, principalmente Legião Urbana? É o que acontece com quem cresceu ouvindo todos os estilos dos anos 90? Ou é a influência de algumas bandas que tentam recuperar o dito rock clássico nos anos 2000? Chegar a uma conclusão é muito complicado. O fácil mesmo é se perder no meio da melodia familiar, dos acordes agradáveis e dos efeitos do vocal, que não tiraram sua clareza. Acreditar é a primeira amostra do trabalho autoral da Squadrus, banda que responde a todas essas perguntas acima com rock 'n' roll com letra e música de primeira. É sentimental (não confunda com sentimentalismo) e vai te conquistar pelo ouvido. Basta acreditar! Ficou com vontade de ouvir? Confira no MySpace da Squadrus. Se quiser deixar sua opinião sobre o som, escreva um recado pra mim no Twitter. Esse Meia Hora não decepciona... Postado por Eduardo Passos Marcadores: jornais, meia hora, Wagner Montes Os jornais populares do Rio de Janeiro são ótimos, ótimos pra dar risada! Essa é uma aula de como escrever uma manchete de jornal popular. Se o assunto for violento, dê uma de Wagner Montes, escracha!! Mas se der para fazer trocadilhos infames com novelas e personagens da Globo, melhor ainda (melhor?). É por isso que dizem que o jornal impresso vai acabar. E quando não houver mais jornal impresso, basta escrever besteira e colocar na Internet. Não fale de sexo com os netinhos Postado por Eduardo Passos Marcadores: havaianas, Internet, Publicidade, sexo, TV Todo mundo riu do comercial das Havaianas em que uma avó "moderninha" dá conselhos para a neta sobre sua vida sexual. Mas parece que sexo é um assunto proibido para os velhinhos. Depois de muitas reclamações, a propaganda foi tirada do ar e outro anúncio teve que ser produzido para a TV. Assista à primeira versão do comercial.A produtora AlmapBBDO teve que fazer uma nova versão do comercial em que a avó simpática avisa que o comercial foi tirado do ar, mas que ele está disponÃvel na Internet. Uma rasteira no falso moralismo. Uma propaganda deve chamar a atenção de forma positiva. No entanto, com a proibição, ficou claro o moralismo careta e hipócrita das pessoas que reclamaram do primeiro comercial.Parabéns para a produtora do comercial que se aproveitou da situação para dar à marca uma cara de modernidade, driblando a proibição com muita inteligência. Essa é a dança do desempregado... Postado por Eduardo Passos Marcadores: danos morais, dançarina, todo enfiado, youtube Um dos últimos hits do YouTube foi o vÃdeo da professora que dançou o tal do "Enfiado" em Salvador. E o assunto ainda está dando o que falar. Roberto Coelho enviou uma matéria para o G1 informando que os anúncios do grupo O Troco estão com uma tarja branca posicionada estrategicamente. Confira na foto a seguir.O assunto ainda tem repercussão porque a professora demitida virou dançarina, teve que se mudar de casa e trocar a filha de escola. Agora, como dançarina do grupo, aproveitando seus quinze minutos de fama, ela pretende ganhar algum dinheiro com uma indenização contra danos morais.No começo de setembro, o advogado Antonio Leite Matos entrou com processo na Justiça de Salvador para tirar da web e proibir qualquer forma de exibição do vÃdeo em que uma professora aparece dançando sensualmente.Se você ainda não viu, confira a performance da professorinha no YouTube. Uma entrevista Formidável Postado por Eduardo Passos Marcadores: Bahia, Damm, FFM, Rio de Janeiro, Rock Em quase uma hora de conversa, é possÃvel falar do rock na Bahia, da vinda para o Rio, de shows e de como se escolhe uma famÃlia formidável. Damm, vocalista da Formidável FamÃlia Musical, falou sobre tudo isso com muita simpatia e naturalidade - grandes valores da banda. Ele se disse um cara tradicionalista, mas deve muito do reconhecimento que a banda vem adquirindo à s novidades da Internet. Além, é claro, à qualidade do som. Damm (voz e violão), João Abdala (bateria e backing vocal), Daniel Corbacho (baixo e backing vocal), Alberto Kury (teclado, escaleta e backing vocal) Karen Tribuzy (percussão) estão no Twitter, Orkut e MySpace.Confira os principais trechos desse bate-papo a seguir:De Salvador para o Rio de JaneiroA gente já tinha bastante tempo de banda, três, quatro anos. Era a ZecaCuryDamm, mas o Zeca saiu, o Cury saiu. Agora a coisa está se centrando mais em mim mesmo, Damm e a Formidável FamÃlia Musical. Isso tudo foi evoluindo, acontecendo, e as pessoas foram acompanhando. Salvador é uma cidade bem menor do que o Rio de Janeiro. A Bahia é um estado imenso, mas Salvador é um ovo. O pessoal fala que o Rio é um ovo, então Salvador é a gema (risos). Então não dá pra fazer que nem com a FFM, que a gente não pára, toca num shopping, toca na Zona Sul, toca no Recreio. Em Salvador não dá para fazer isso porque enjoa. O público não vai te ver tanto. Tem muito lugar, tem excesso de banda, mas a questão é que o público é pequeno. Foi muito legal, mas não estourou como a gente achava que ia estourar. E eu sou carioca. Minha famÃlia toda é carioca. Eu sou o mais baiano (risos). Cresci lá, dos sete anos até agora, com 31 anos. Faz um ano que estou aqui. Estou com 32 anos agora.O que é a Formidável FamÃlia Musical?Eu tenho consciência que a Formidável é um trabalho para estourar, para ser pop. Não no sentido pejorativo, mas no sentido de que é acessÃvel para todo mundo, uma coisa que é bem trabalhada, que tem uma preocupação. Eu acredito muito na Formidável. É para criança, para adulto, para adolescente. É que nem o Lulu Santos, todo mundo ouve Lulu Santos. É uma música que é atemporal, para qualquer idade. Os músicos da Formidável são um termômetro bacana por serem daqui do Rio. Eles sempre dizem que tem banda que toca há muito tempo e não consegue essa abertura que a gente está conseguindo.Como essa FamÃlia se reuniu? Isso aà é muito engraçado. Foi tudo pela Internet mesmo. Lógico que eu contei com uma ajuda dos amigos. A gente trabalha não em cima de um gênero musical, mas de um estado de espÃrito. É como eu falei, liguei para meus amigos aqui no Rio para falar que estava precisando de uma banda. Outros eu procurei pelo Orkut, pelo MySpace. Eu colocava, por exemplo, “baterista beatles rio de janeiro”. Aà apareciam várias coisas: um cara com cara de Heavy Metal, nada contra, mas esse cara não tem muito a ver com a Formidável, tinha moleque de doze anos, tinha menina, uma japinha. O João (baterista), eu achei assim. Vi a foto dele com várias coisas de Beatles, ouvi ele tocando no MySpace. O Daniel (baixista) foi por indicação de amigo que me disse que conhecia um baixista com a mesma pegada. E aà conheci a galera, e fui juntando. Eu decidi esse nome ainda em Salvador porque são amigos que cresceram ouvindo as mesmas coisas, cresceram ouvindo os mesmos discos. E todo mundo tem muito essa pegada alto astral. É a Formidável, uma palavra meio antiga. Eu sou um cara meio tradicionalista. E aà a galera se reuniu. Vamos falar de coisas boas! Postagens mais antigas Assinar: Postagens (Atom) Equipe Edu Passos Apaixonado por música desde a mais remota lembrança da infância, baterista amador e guitarrista picareta. Eduardo é jornalista especializado em MÃdias Digitais, gosta muito de pesquisar coisas na Internet e sente saudades da época do Napster. Rock, Blues, Jazz, Bossa Nova, Samba, filmes, biografias, contos do Edgar Allan Poe e Rubem Fonseca, tudo isso misturado em uma cabeça com dois olhos bem atentos graças ao par de lentes que vai pendurado nas orelhas. Dom Vitor Multi-músico, baixista, guitarrista, violonista, vocalista e compositor frustrado. Futuro produtor fonográfico, viciado em filmes e videoclipes que vão do Axé ao Heavy Metal. Dom Vitor é ouvinte voraz do som das vitrolas e de música eletrônica, estilo R&B. Degustador de um bom vinho e merecedor de um bate papo entre amigos numa mesinha de um bar após um dia estressante de trabalho em um estúdio de para ensaio e sonorização para eventos. TÃpico viciado em biografias e em jogos de ação para Playstation 2, ele acha que a melhor receita para compor é admirar o mar em dias calmos ou sair sem rumo com sua bicicleta apelidada carinhosamente de "Silver". Sigam-me os bons! Entries (RSS) Comments (RSS) Digite no espaço acima a palavra ou expressão que deseja buscar no blog. Clipping Musical Loading... Seguidores Pode ir lá também Lobotomia e Comunicação 1ª Conferência Estadual de Comunicação - A Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ, sedia neste fim de semana, 30 e 31 de outubro e 01 de novembro, a 1ª Conferência Estadual de Comunicaçã... Momento Livre Singela homenagem rubro-negra... - A morte de um ente querido é sempre uma barra pesada de segurar. A dor da ausência é aguda e silenciosa. A sensação da perda é uma amálgama da incerteza da "... Paralelos do Cotidiano Diálogo - A: Você é meu companheiro. B: Hein? A: Você é meu companheiro, eu disse B: O quê? A: Eu disse que você é meu companheiro. B: O que é que você quer dizer com ... Revisão e Tradução Apresentação de Eduardo Passos - Sou formado em Comunicação Social (Jornalismo) e curso pós-graduação em MÃdias Digitais atualmente. Tenho experiências como repórter e fotógrafo de um jorn... online stats Archives 2009 (19) 2008 (16) Copyright © 2008 - O Significado É... - is proudly powered by BloggerBlogger Template - 7c0a76657f527b63f4068eb1831eabe676b1de1bdc261228e0eb27918ea2d95a
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