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Caos na Cozinha
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Início Caos na Cozinha Experiências de uma cozinheira amadora, que gosta de experimentar coisas novas e tem muito jeito para a recriação de cenários de guerra na cozinha Feeds: Posts Comentários da teoria à prática Novembro 3, 2010 Por Mariana Os livros cá em casa multiplicam-se. Crescem nos cantos, nas prateleiras, debaixo da cama. Escondem-se e amam-se e de livros fazem mais livros. Já não há espaço, empurram-se uns aos outros nas estantes, pegam-se e apertam-se e chateiam-se. Mas no dia em que deixarem de entrar livros cá em casa será sinal do fim do mundo. Com os livros de cozinha o cenário não é diferente. Apaixono-me por eles, trago-os escondidos, acarinhados, como tesouros. Folheio-os e leio-os até estarmos cansados, eu e eles. Mas – que vergonha! – pouco uso lhes dou. Tenho livros de que nunca fiz uma só receita. Que nunca encheram mais pratos que os das fotografias e os da minha imaginação. Com a falta de tempo é fácil esquecer o caminho para o blog. Os livros injustiçados serão o meu guia, o meu alento, o meu empurrão para a cozinha. . Stir fry de frango e manjericão (do livro Everyday Food: Fresh Flavor Fast) Ingredientes (para 4 pessoas) 3 peitos de frango 1 colher sopa de amido de milho 4 colheres sopa de óleo vegetal 1 cebola grande 2 pimentos (1 verde, 1 vermelho) 6 dentes de alho ¼ medida de água 2 colheres sopa de vinagre de arroz 2 colheres sopa de molho de soja folhas de manjericão Corte o frango em tiras compridas e seque-as muito bem entre folhas de papel absorvente. Envolva o frango no amido de milho, deixando-o bem recoberto. Leve uma frigideira grande ao fogão, lume forte, com 2 colheres de sopa de óleo. Frite as tiras de frango, virando uma vez, até que estejam ligeiramente douradas. Retire da frigideira e reserve. Limpe a frigideira com papel absorvente e leve novamente ao fogo. Aqueça o óleo restante e salteie rapidamente o pimento e a cebola, cortados em tiras, mexendo de vez em quando (3-4 minutos). Quando a cebola estiver a ficar dourada, acrescente o alho finamente picado e deixe fritar muito ligeiramente, até que esteja perfumado mas sem queimar (1 minuto). Junte então a água, o vinagre de arroz, o molho de soja e o frango e mexa bem, para que o molho reduza, o frango e os legumes terminem de cozinhar e fique tudo bem envolvido. No final, acrescente o manjericão rasgado com os dedos e sirva sobre arroz basmati, cozido apenas em água e sal. . A cozinha encheu-se de perfumes asiáticos e nós de fome. A preparação, rápida e simples, deu-nos um almoço leve e delicioso, num dia sem tempo a perder. O marido comeu, repetiu e elogiou – a tríade de um sucesso comprovado. Os livros não guardaram rancor. Do esquecimento, saltaram prontos a mostrar que encantam não só ao serem folheados, mas se os levarmos à prática. Eu rendo-me, folheio-os mais uma e outra vez e escolho o meu próximo guia. Na categoria Alho, Arroz, Cebola, Frango, Manjericão, Molho de soja, Pimento, Vinagre de arroz | 11 Comentários » o outono nas mãos, o verão na boca Outubro 27, 2010 Por Mariana Vamos começando a comer sopas quentes, já apetecem os guisados, os assados e o calor do forno. Já comprámos – e comemos! – castanhas e as minhas mãos andam com vontade de fazer pão. O Outono que chegou trouxe noites frias e vontade de aconchego. Mas nós não nos rendemos. Não enquanto houver tomates coração de boi na praça, beringelas caseiras e pimentos quase quase a pedir sardinhas. Ainda é Verão nesses dias, ainda que só pelas cores, que o prato quer-se a fumegar, para aquecer as mãos que o seguram e o corpo a quem come. Há uns meses voltei da praça com 5kg de tomates. Coração de boi, maduros quase a estourar. Durante uma tarde pelei dentes de alho, tantos que lhes perdi a conta. Escaldei os tomates, retirei-lhes a pele (as sementes não, que eu não gosto de desperdiçar nada). Refoguei o alho numa dose generosa de azeite e acrescentei-lhe os tomates cortados em pedaços e umas folhas de manjericão roxo, bem lavadas e rasgadas com as mãos. Uma pitada de sal, outra de açúcar. E ficou ali, a cozinhar e a encher a casa do cheiro que o Verão tem, durante horas em lume brando. No fim, mais manjericão rasgado, uma pitada de bicarbonato para contrapôr a acidez. E foi guardado em frascos esterilizados, fechados imediatamente para fazer vácuo. Rendeu 4 frascos. Gulosos, oferecemos apenas 1. E hoje, um mês depois, já não há molho para ninguém. . Gratinado de legumes Ingredientes: (2 pessoas) 1 beringela grande (ou 2 pequenas) ½ courgette 1 tomate grande 1 cebola média 1 pimento verde 100ml molho de tomate (caseiro, de preferência) folhas de manjericão 1 bola de mozzarela fresca azeite sal Corte as beringelas em fatias finas, no sentido do comprimento. Ponha-as num escorredor, polvilhe com sal grosso e deixe repousar 30 minutos. Pré-aqueça o forno a 150ºC. Num recipiente de forno, coloque uma colher de sopa de molho de tomate e espalhe bem, cobrindo o fundo. Faça então camadas sucessivas dos vários legumes cortados em fatias finas. A meio, mais umas colheres de molho de tomate e umas folhas rasgadas de manjericão. Repita o processo e no fim cubra a camada superficial com molho. Se o seu molho for muito espesso (o nosso era) regue o recipiente com um bocadinho de água – ajuda à cozedura dos legumes. Leve ao forno até que os legumes estejam cozidos, mas não demasiado moles – teste com um garfo. O tempo vai depender da altura das suas camadas e da grossura dos legumes. Disponha a mozzarela por cima, cortada em rodelas, e regue com um minúsculo fio de azeite. Leve novamente ao forno, aumentando a temperatura, só para gratinar. Sirva simples ou acompanhado de uma salada de folhas verdes. . Este prato, totalmente vegetariano, fez as delícias do meu marido, carnívoro convicto. Eu receei que ele não fosse gostar, mas ele gostou. E repetiu. É saudável e leve, perfeito para quem está de dieta. Para nós, que não somos muito fãs de queijo, estava excelente assim. Mas para quem preferir sabores mais fortes, pode usar antes um queijo de cabra suave a cobrir os legumes. Podem variar-se os legumes, acrescentar nozes ou amêndoas, fazer molho de cenoura em vez de tomate ou trocar o manjericão por tomilho. Vale tudo para manter o Outono lá fora e fazer de conta, só por um bocadinho, que ainda é Verão. Mesmo de mãos frias e meias de lã nos pés. Na categoria Beringela, Cebola, Courgette, Manjericão, Pimento, Tomate | 6 Comentários » pecados enrolados em canela Outubro 12, 2010 Por Mariana Já estabelecemos por aqui que fazer dieta é chato. E acredito que seja ainda mais chato para quem me lê. Afinal vai-se passear as vistinhas, babar um bocadinho pela blogosfera culinária, e dar de caras com sopas e frangos grelhados semana após semana não é propriamente razão para voltar. Portanto, aqui pelo Caos, irá continuar a aparecer, de vez em quando – que uma vez não são vezes! – uma coisa boa. Um pedaço de mau caminho. Um pecado calórico. Só para agradar a quem me lê, claro, que eu cá sou muito fiel à minha dieta. E desta vez até fui. Porque esta receita está guardadinha desde o final de Agosto, ainda a dieta era plano distante. É uma receita que estava na minha lista há imenso tempo e que me apetecia muito experimentar. Mas parecia dar muito trabalho e era raro o dia em que me apetecia passar horas na cozinha. Aproveitei um dia em que a Cláudia cá veio aprender a cozinhar umas coisinhas e pusemos mãos à obra, com uns pequenos ajustes. E pelo caminho enchemos a cozinha de manteiga… . Cinnamon rolls (receita da Ana Elisa) Ingredientes Massa 45 + 15g água 5g fermento biológico seco 35 + 220g farinha de trigo 17g açúcar branco 5g sal 80g leite 140g manteiga (à temperatura ambiente) Recheio 60g açúcar branco 2g canela em pó manteiga derretida Num recipiente, misture os 45g de água com o fermento, dissolvendo bem. Deixe repousar 10 minutos (ou até começar a fazer bolhinhas). Polvilhe os 35g de farinha e deixe descansar mais 15 minutos. Num outro recipiente, misture o açúcar, sal, leite e os 15g de água. Mexa bem, para dissolver os ingredientes secos. Peneire os 220g de farinha e junte-a ao fermento dissolvido. Acrescente a mistura líquida e amasse com as mãos até obter uma massa relativamente uniforme. Sove a massa 1 ou 2 minutos, mas não demasiado. Cubra e deixe levedar durante 40 minutos à temperatura ambiente. Amasse novamente a massa para lhe retirar o ar. Leve ao frigorífico por 1 hora. Enfarinhe uma superfície grande o suficiente para nela abrir a massa. Estenda-a até formar um rectângulo grande. Espalhe a manteiga em 2/3 da massa, mas deixando uma borda de 2cm. Dobre a massa como se fosse uma carta – o terço sem manteiga sobre a parte com manteiga, até meio, e uma segunda dobra sobre esse terço central. Rode a massa 90º e abra-a novamente com o rolo, só no comprimento, até obter um rectângulo semelhante ao inicial. Nesta fase é preciso ter muito cuidado – a massa é frágil e rasga facilmente e ao fazê-lo fica tudo coberto de manteiga. Dobre novamente como se fosse uma carta e leve ao frigorífico por 30 minutos. Ao fim de 30 minutos, abra novamente a massa num rectângulo. Dobre da mesma forma e leve de novo ao frigorífico, mais 30 minutos. Repita este processo novamente – estenda, dobre, mais 30 minutos de frigorífico. Pré-aqueça o forno a 180ºC. Prepare uma forma de muffins, untando-a com manteiga. Abra a massa num rectângulo, até que fique aproximadamente com 0,5 cm de espessura. Misture a canela e o açúcar. Com um pincel, espalhe manteiga derretida sobre a massa, apenas o suficiente para que o açúcar cole. Polvilhe o rectângulo com o açúcar e a canela. Enrole a massa, apertando ligeiramente. Com uma faca afiada, corte 12 fatias iguais (uma por cada buraco da forma de muffins) e, com muito cuidado, transfira as fatias para a forma. Deixe levedar 30 minutos, para que a massa cresça. Asse então por 15-20 minutos, até que a massa esteja seca e os bordos dourados. Retire das formas e deixe arrefecer sobre uma grade. . Os rolls não eram nada como eu esperava. Eu estava à espera de uma massa densa, pesada, mas eles eram leves como nuvens e muito, muito suaves. A receita original tinha calda, mas nós optámos por mantê-los assim, mais simples, para melhor saborear a massa e a canela. Não foram todos comidos no dia porque a lição tinha sido intensiva e havia muita coisa boa para provar. À noite guardei-os num recipiente hermeticamente fechado e no dia seguinte estavam ainda deliciosos, apesar de ligeiramente mais secos. A massa continuava a abrir-se em folhas, quando se partiam com as mãos, e a deixar entrever a canela que o açúcar, ao derreter, tinha entranhado nas dobras. Eram uma tentação e se não estivesse de dieta talvez esquecesse todo o trabalho que deram e me voltasse a deixar enrolar. Na categoria Canela | 8 Comentários » vai-se o bom tempo, fica-nos a sopa Outubro 5, 2010 Por Mariana A dieta vai bem e recomenda-se. Quer dizer, vai bem mas não se recomenda, que isto de não se poder comer o que se quer não é coisa que eu deseje a ninguém. Mas pronto, vai indo lenta e chata, uns dias mais outros menos – e com umas asneiritas pelo meio que eu cá não sou de ferro e gosto muito de coisas boas. O tempo já não vai indo tão bem. Parece que este ano não se encomendou Outono e vai de saltar directamente para o Inverno. Assim, sem avisar nem nada. Uma chatice, ainda pior do que fazer dieta. Às vezes. Mas se há coisa que as dietas e o Inverno (e as pessoas sem tempo!) têm em comum são as sopas. Não há jantar melhor, num dia invernoso e de calorias contadas, do que uma sopa quentinha. E por isso há que ir inventando sopas, para o jantar não saber sempre ao mesmo, e ir variando os legumes, os temperos, as especiarias. Eu gosto muito de sopa e não me chateia muito jantá-la todos os dias. Pelo menos por agora, enquanto o cansaço for maior que a vontade de cozinhar. (e sim, eu sei que as sopas de dieta não devem levar batata, cenoura ou abóbora; mas as minhas levam sempre uma cenoura pequenina, para ficarem menos amargas) . Sopa (quase) indiana de couve-flor Ingredientes 1 cenoura (pequena) 2 talos de alho-francês, parte verde e parte branca 2 cebolas médias 2 dentes de alho 1 couve-flor ½ couve branca (das pequeninas e tenrinhas que estão a chegar agora) 1 colher café de garam masala (ou mais, se preferir) Numa panela com um fio (pequenino!) de azeite, refogue levemente todos os legumes, grosseiramente picados. Junte sal, garam masala e água (ou caldo de legumes) suficiente para cobrir os legumes. Tape e deixe cozinhar em lume brando, durante mais ou menos 1h. Quando os legumes estiverem bem cozidos, passe com a varinha mágica, acrescentando mais água, para obter a consistência desejada (eu não gosto de sopa nem demasiado grossa nem muito aguada). Acerte o sal e o garam masala, se desejar. . Não segui receita nenhuma. Nem tempo tive para seguir a ideia que foi tomando forma na minha cabeça e que envolvia assar a couve-flor, levemente polvilhada de garam masala, para depois a juntar aos outros legumes e ao caldo e fazer uma sopa. Portanto o improviso foi ainda mais improvisado, mas o resultado foi perfumado e delicioso. Normalmente não gosto de sopas de couve-flor, pelo sabor adocicado que têm. As especiarias, aqui, cortaram esse lado mais doce e deixaram a sopa com um travo especial. Acompanhada por uma folha muito, muito fina de massa (caseira!) de pizza, assada rapidamente na pedra no forno e salpicada de azeite, sal grosso e orégãos, foi comida enquanto a chuva caía lá fora. A boca foi-se perdendo, colher a colher, nos mundos mais quentes de onde nos chegam as especiarias. E até esqueceu, por uns breves instantes, que está de dieta. Na categoria Alho, Alho francês, Cebola, Cenoura, Couve, Couve-flor, Garam masala | 10 Comentários » (tentar) apertar o cinto Setembro 27, 2010 Por Mariana A cozinheira está de dieta. Ora, que chatice. Para além de não poder comer coisinhas boas, também não tem coisinhas boas sobre as quais escrever. E ninguém quer ler um blog de dieta, com comidas muito parecidas umas com as outras, sem açúcar, sem sal, sem manteiga, sem sabor. Mas fazer dieta é um bocado assim. Se for sempre assim, no entanto, ao fim de três dias eu já desisti. Portanto, há que encontrar alternativas, para manter a dieta e para manter o blog – duas resoluções importantes de ano (lectivo) novo. Vão aparecer menos receitas gulosas e mais receitas de baixas calorias, que podem sempre tornar mais calóricas com variação dos acompanhamentos, por exemplo. Quer-se é criatividade e variedade, que a monotonia só dá fome. Então e para abrir as hostilidades e a guerra aos quilos, nada melhor que um franguinho grelhado. Mas diferente, que é para enganar o estômago. . Frango grelhado com salada de tomate e agriões Ingredientes (para 2 pessoas) 2 peitos de frango 2 colheres sopa de azeite 1 colher sopa de açúcar mascavado (ou amarelo) 1 colher chá (mal cheia) de paprika 1 colher chá (mal cheia) de piri-piri ½ colher chá de cominhos ½ colher chá de sal ½ colher chá de gengibre em pó Misture todos os ingredientes acima (excepto o frango), num prato fundo. Junte os peitos de frango e unte-os bem com a marinada. Deixe repousar por, pelo menos, 1 hora. Aqueça um grelhador ou uma frigideira anti-aderente até estar bem quente. Pegue nos peitos de frango e deixe-os escorrer ligeiramente (o azeite é quase só um veículo para as especiarias, a maior parte dele fica no prato). Grelhe-os, mas com o cuidado de não deixar secar. Para a salada, corte tomates cereja (ou tomate normal) e junte folhas de agrião bem lavadas. Tempere com azeite, vinagre balsâmico, sal e folhas de manjericão rasgadas. . Confesso que não tenho grande jeito para saber quando a carne está pronta. Por isso, a meio acabei por cortar os peitos em pedaços mais pequenos, para garantir que não ficavam demasiado cozinhados por fora e crus por dentro. O importante é não deixar secar o frango. Servi ainda com ervilhas tortas, escaldadas muito rapidamente em água temperada com sal e manjericão. Eu não gosto de agriões. Mas achei que nisto da dieta também devia comer mais ferro e coisas verdes que dizem que fazem muito bem. Aproveitei uns tomates-cereja madurinhos e salada com os agriões. Gostei do resultado, o doce do tomate quebra o amargo do agrião e faz uma salada bem fresquinha. A receita desta marinada veio daqui. Já experimentei a receita completa e é muito saborosa, óptima para um piquenique. Mas não é muito amiga da balança. Desta vez fiquei-me pela marinada, que é deliciosa e transforma um peito de frango de dieta numa refeição que se come com prazer. Na categoria Agrião, Frango, Manjericão, Tomate | 11 Comentários » blog cabeça gorda Setembro 14, 2010 Por Mariana Cá por casa não se comem muitas bolachas. O Zé ganhou a mania de levar uma barra de cereais e um iogurte de manhã e eu mais ou menos o mesmo, trocando a barrita por fruta, se a houver portátil que eu como pelo caminho. De vez em quando compro umas bolachas, daquelas de pacotes individuais, que fazem mais mal ao ambiente mas dão muito jeito quando se está com pressa, de manhã. E eu sou daquelas que faz o pino por mais 10 minutos de sono de manhã. Mas de vez em quando apetece uma coisa doce. E estas minhas vontades esporádicas, que não são nada de bolos, vão quase sempre parar aos cookies. Para mim, há poucas coisas tão boas como um cookie acabado de arrefecer, crocante por fora e meio mole por dentro. Por isso, quando vi estes, do David Lebovitz, fui logo para a cozinha. Fiz umas alterações e o resultado convenceu de tal forma que já os repeti. . Cookies com pedaços de chocolate e amêndoas Ingredientes 115g de manteiga com sal à temperatura ambiente 110g de açúcar amarelo (0u mascavado escuro ou demerara) 100g açúcar branco 1 ovo grande, à temperatura ambiente ½ colher chá de extracto de baunilha 180g de farinha ½ colher chá de bicarbonato de sódio ½ colher chá de flor de sal (ou sal grosso muito levemente triturado no almofariz) 200g chocolate meio amargo partido em pedaços (usei 55% cacau) 1 medida de amêndoas torradas (ou nozes ou amendoins ou…) Na tigela da batedeira (ou à mão), bata a manteiga e os açúcares até obter um creme. Incorpore depois o ovo e a baunilha. Num recipiente pequeno, misture bem a farinha, o bicarbonato e o sal. Junte esta mistura à anterior, incorporando bem mas sem bater demasiado. Adicione então o chocolate cortado (incluindo o pó que tenha ficado na tábua depois de cortar) e as amêndoas grosseiramente picadas (eu prefiro pedaços grandes, cortei-as apenas a meio). Cubra e leve a tigela ao frigorífico até que a massa esteja firme (eu deixei 1 hora, mas recomenda-se deixar de um dia para o outro). Pré-aqueça o forno a 180ºC e forre dois tabuleiros com papel vegetal. Retire pedaços de massa do mesmo tamanho (para que a cozedura seja uniforme) e coloque-os nos tabuleiros. Asse de 10 a 15 minutos, rodando o tabuleiro a meio do tempo, até que os cookies estejam dourados mas não demasiado escuros. Retire do forno e deixe-os arrefecer 2-3 minutos no tabuleiro. Com uma espátula, transfira-os então para uma grade, deixando-os arrefecer completamente. Assim que estiverem frios, guarde-os num recipiente hermeticamente fechado, para que permaneçam crocantes por mais tempo. . Os cookies ficam mesmo como eu gosto, ligeiramente crocantes por fora e “chewy” por dentro. O contraste do doce com o salgado dá-lhes uma complexidade de sabor muito interessante e os pedaços grandes de amêndoa, crocantes no meio da massa mais mole são uma surpresa deliciosa. Já os fiz com amendoim em vez de amêndoa e não me pareceram tão bons. Mas são muito versáteis e prestam-se a muitas variações: chocolate branco e pistachios, chocolate de leite e amendoins… Este blog anda um bocadinho cabeça gorda, na maravilhosa expressão brasileira. Peço desculpas, mas o pouco de novo que fui cozinhando nas férias foi para estes lados. São daquelas marés que de vez em quando nos batem e estes cookies justificam bem o prolongamento. Na categoria Amêndoa, Chocolate, Cookies | 5 Comentários » adeus aos pêssegos Setembro 10, 2010 Por Mariana Eu gosto muito de fruta. Muito mesmo. Tanto que acho que era capaz de viver só de fruta. Até este ano, a única fruta de que não gostava era o figo. Felizmente o Algarve fez-me abrir os olhos e desde lá já devorei alguns quilos deles, deliciada com a descoberta. O paladar também cresce, pois claro. Gostar tanto de fruta faz com que raramente cozinhe com ela. A verdade é que, para mim, o resultado final nunca suplanta a maravilha da fruta crua. E é por isso que quase nunca o faço. Os quilos de mirtilos que entraram cá em casa este ano tinham, também, como destino uns muffins e um gelado, mas foram todos comidos crus. Os morangos, os maracujás, as nêsperas, os pêssegos, os figos. Passo o ano à espera deles e sabem-me tão bem ao natural que acabo por ser incapaz de os cozinhar. Mas de vez em quando apetece e lá fujo à regra. No outro dia tive uma sessão de cozinha cá em casa, com a Cláudia (que viaja amanhã!), e para a sobremesa fizemos a panna cotta do costume, receita da Elvira. Estávamos nós a fazer o coulis de maracujá para acompanhar a panna cotta quando um vizinho fica preso no elevador. Desce escadas liga para o condomínio liga para o apoio sobe escadas… o coullis tinha queimado. Era preciso improvisar. . Panna cotta com doce de pêssego e tomilho Ingredientes (para 4 pessoas) 400ml de natas 1 vagem de baunilha 40g açúcar 3 folhas de gelatina 2 ou 3 pêssegos açúcar a gosto (consoante os pêssegos) tomilho (fresco ou seco) Comece pela panna cotta, que tem de ir ao frigorífico pelo menos 6 horas. Num recipiente, hidrate a gelatina num pouco de água e reserve. Numa panela pequena, misture as natas, o açúcar e as sementes de baunilha (abra a vagem e raspe levemente com o lado rombo da faca para remover as sementes). Junte também a vagem vazia. Leve a fogo brando, mexendo sempre até ferver. Retire então do fogão e deixe repousar 10 minutos. Retire a fava de baunilha (pode, depois, lavá-la e secá-la e aproveitá-la para fazer açúcar baunilhado ou mesmo extracto de baunilha). Escorra muito bem as folhas de gelatina, retirando-lhes o máximo de água possível. Junte-as às natas, mexendo bem com um batedor de varas (mas sem bater!), para que se dissolva completamente. Distribua as natas por recipientes individuais e leve ao frigorífico, pelo menos 6 horas. Corte os pêssegos em pedaços pequenos e coloque numa outra panela. Junte açúcar a gosto (eu juntei 1 colher de sopa mal cheia por cada pêssego) e leve a lume brando para cozinhar, mexendo de vez em quando. Quando o pêssego já estiver ligeiramente mole, esmague com uma colher, mas sem o desfazer completamente. Junte então o tomilho (se for seco não junte muito, já que o sabor é mais forte) e mexa, envolvendo bem. Deixe cozinhar até obter uma consistência quase de compota. Sirva frio ou morno, por cima da panna cotta. . Gosto muito de panna cotta porque se presta a muitas variações. Pode ser aromatizada com sabores que não a baunilha e acompanhada de molhos ou compotas variados. O doce de pêssego foi um contraste perfeito para a panna cotta, com o tomilho a dar um toque especial ao conjunto. Quase apetece agradecer que o vizinho tenha ficado preso no elevador. Os pêssegos estão a acabar e agora só para o ano. Mas antes ainda vou fazer esta compota, para quando as saudades do Verão me baterem cá dentro. Na categoria Natas, Pêssego, Tomilho | 7 Comentários » cenoura, coentros e alho Setembro 7, 2010 Por Mariana O corre-corre ainda não começou e eu já ando a pensar em como organizar as refeições cá de casa. Em tempo de férias ou de menos trabalho gosto de planear pouco ou nada, deixar a cabeça passear e escolher, meio de improviso e quase sempre à última da hora, o que fazer para o jantar. Em tempo de aulas isso é completamente impossível. Dizem que a vida de estudante é boa, mas não para quem estuda Medicina – aí é um trabalho a tempo inteiro. E por isso é preciso pensar e planear mais. Pizzas e take-away estão reservados para a época de exames, quando, às vezes, nem sopa há em casa. Eu sou adepta do fácil e do rápido. Não só pela falta de paciência e de tempo ao final do dia, mas também porque quero poder aproveitar esse pouco tempo para estar com o Zé, com os gatos, relaxar. E se cozinhar normalmente me faz feliz e me ajuda a descomprimir, fazê-lo por obrigação pode ter o efeito oposto. Portanto, em dias cheios, quando o almoço foi uma sopa a correr para ainda ir estudar um bocado para a biblioteca, um belo prato de massa, ao jantar, é a opção perfeita. Este surgiu de uma combinação de sabores que eu andava a explorar na altura. É uma derivação desta entrada e o resultado foi mesmo de encontro ao que eu queria. . Bavette com cenoura e coentros Ingredientes (para 2 pessoas com fome) 2 cenouras grandes 4 dentes de alho alguns ramos de coentros frescos (com caule!) pasta para 2 azeite sal Para que cozinhem mais rapidamente, rale as cenouras no ralador grosso. Pique os dentes de alho e os caules dos coentros, muito finamente. Numa frigideira com um fio de azeite, aloure rapidamente o alho, sem queimar. Adicione, depois, a cenoura e os caules picados dos coentros. Cozinhe brevemente, sem deixar que a cenoura se desfaça. À parte, coza a pasta, em água com sal. Quando estiver al dente, escorra e junte-a à frigideira. Envolva tudo muito bem. Tempere com sal a gosto. Retire do fogo e polvilhe com as folhas de coentros picadas. Regue com um fio de azeite e sirva. . Tenho de pedir desculpas pelas quantidades imprecisas. Infelizmente, acertar nas quantidades de pasta para um número x de pessoas é capacidade que ainda não adquiri, mesmo depois de tanto tempo. Faço sempre a mais, com medo de fazer a menos. E aqueles medidores não me ajudam nada. Enfim, deve ser defeito de fabrico. O prato fica leve e muito perfumado. A cenoura liga muito bem com os coentros e com o alho e dá à massa um tom alaranjado muito bonito – e todos sabemos que os olhos também comem. Para acrescentar algum contraste de texturas, podem juntar-se frutos secos. Eu experimentei com amêndoas e gostei do resultado, apesar de continuar a preferir a simplicidade do trio cenoura, coentros e alho. Este é o tipo de coisas que me apetece comer depois de um dia cansativo, quem sabe chuvoso como o de hoje. Comida caseira sem muito trabalho, que garante que tenho tempo para os amores mais importantes. Na categoria Alho, Cenoura, Coentros, Pasta, Vegetariano | 6 Comentários » a lista interminável Setembro 3, 2010 Por Mariana A minha lista online de receitas para experimentar tem, neste momento, aproximadamente 1350 entradas. Estão todas ali, guardadinhas no meu del.icio.us, à espera de vez. Isto, claro, sem contar com os livros e revistas de cozinha que há em todos os cantos cá de casa. E não há praticamente dia nenhum em que a lista não aumente uma, duas receitas. Tenho trabalho para a vida. Portanto o melhor é arregaçar as mangas e pôr mãos ao trabalho. No outro dia tinha peixe para fazer para o jantar. Nunca fui muito fã de peixe, mas ando a fazer um esforço por experimentar mais e de mais formas e por aprender mais sobre os vários peixes. A conselho da peixeira, trouxe corvina para estufar. Mas o peixe era grande e ia dar para duas refeições. Por isso desfiz metade das postas em filetes miniatura, para grelhar muito rápida e levemente, para que o peixe se mantivesse húmido. Queria uma coisa diferente para acompanhar o peixe. E tinha uns amendoins salgados a pedir uso. Fui à minha lista e saí de lá com esta receita, que me fez muito feliz ao jantar e ainda ao almoço no dia seguinte. . Arroz de tomate e amendoim, aromatizado com cominhos Ingredientes 1 ½ medidas de arroz basmati cozido em água e sal ½ medida de amendoins descascados 3 colheres sopa de óleo de sésamo 5 dentes de alho picados 1 cebola pequena picada ½ colher chá de piri-piri em pó ½ medida de pasta de tomate espessa 1 ½ medidas de água coentros frescos picados 1 colher sopa de cominhos em pó sal sumo de limão Cozinhe o arroz, mas não demasiado – os grãos devem permanecer firmes e separados. Aqueça o óleo de sésamo numa panela. Junte o piri-piri, o alho e a cebola e frite até que as cebolas estejam moles (5 minutos), tendo o cuidado de não deixar queimar o alho. Misture a pasta de tomate com a água. Adicione à panela. Tempere com sal e deixe cozinhar durante 15 minutos em lume médio, destapado, até que o caldo engrosse. Retire, então, do fogo. Junte os amendoins e o arroz. Misture tudo muito bem, até que todo o arroz esteja envolvido pelo molho e já não se veja branco. Leve novamente ao fogão e cozinhe, em lume brando, durante 5 minutos, mexendo sempre. Acrescente os cominhos e envolva tudo muito bem, com cuidado para não quebrar os grãos de arroz. Sirva polvilhado com os coentros picados e salpicado com sumo de limão. . Este arroz é incrivelmente saboroso. O marido achou que estava demasiado picante, mas eu gostei.Parece-me que também ficará muito bom a acompanhar frango grelhado, por exemplo. As quantidades de piri-piri e de cominhos podem e devem ser ajustadas ao paladar de cada um. Na categoria Amendoim, Arroz, Coentros, Cominhos, Tomate | 3 Comentários » do boeuf bourguignon ao bolicao Setembro 1, 2010 Por Mariana Há uns tempos fiz cá em casa o Boeuf Bourguignon, receita da Julia Child. Segui todos os passos, cumpri todas as regras e… acabei com um guisado. Eu sei, é suposto ser um guisado, estufado, como quiserem. Mas eu estava à espera de transcendência. De comida dos deuses, de ficar sem palavras. Não estava à espera que 4 horas na cozinha me levassem ao prato os sabores que ando a comer desde sempre. A verdade é que, parece-me, para nós será complicado compreender os motivos pelos quais a Julia Child foi uma revolucionária. Em Portugal não o teria sido, acho eu. Porque mesmo sem a sofisticação (e, convenhamos, a imensa trabalheira) que alguns dos pratos do Mastering the Art of French Cooking trazem, nós andamos a comer aqueles sabores desde sempre. Nós, aqueles que tiveram a sorte de crescer a comer comida caseira, sabores portugueses tradicionais, com os bons ingredientes que a nossa terra nos dá. É preciso distanciarmo-nos para perceber. E é preciso compreender o país que recebeu a dita revolução – o país que, provavelmente, mais come e menos cozinha. Não seria exactamente assim na altura em que a Julia Child começou a entrar pelas casas dos americanos. Mas já nessa altura muita da comida era processada, enlatada, conservada e outras coisas pouco saudáveis. Os ingredientes base, a matéria-prima, estavam esquecidos e a Julia Child veio recuperá-los. Muitos anos se passaram. A Julia Child já não é sequer viva. Mas às vezes vejo e leio coisas que me fazem pensar que os Estados Unidos da América estarão no mesmo ponto em que estariam se ela não tivesse existido. O programa Jamie Oliver’s Food Revolution é uma dessas coisas. E é inacreditável. Escolas que servem pizza ao pequeno-almoço às crianças do 1º ciclo. Crianças que não reconhecem um tomate, uma batata ou qualquer outro legume. No cálculo nutricional do organismo que regula as refeições escolares, as saladas são opcionais e as batatas fritas são consideradas legumes. O leite tem chocolate ou morango e mais açúcar do que um refrigerante. É chocante, inacreditável e muito, muito assustador. Eu sei que não estamos neste ponto – nem sequer lá perto. Mas preocupa-me que possamos estar, ainda que lentamente, a caminhar para lá. A venda, nas escolas, de bolos, batatas fritas, aquelas porcarias chamadas bolicao e coisas do género é, evidentemente, um passo nessa direcção. Se a isso juntarmos crianças sem qualquer educação alimentar, sem controlo sobre o dinheiro, com liberdade para almoçar na cantina, no bar ou na padaria da esquina, que até vende cachorros cheios de molhos, então estamos, certamente, no caminho errado. E eu, que ainda não tenho filhos mas que planeio vir a ter, fico assustada com a perspectiva. Cada vez temos menos tempo. E isso é desculpa para as refeições pré-preparadas, os take away, as pizzas entregues em casa – coisas que nos ficam muito mais caras, em dinheiro e em saúde. É fácil escondermo-nos atrás da falta de tempo, do cansaço ou da falta de paciência. Mas também é fácil ter sempre sopa em casa. E fruta. E grelhar um bife, de vaca, frango ou peru, demora 10 minutos. Fazer uma salada menos do que isso. Com algum planeamento e algum trabalho de preparação é fácil ter uma refeição caseira todas as noites. Nós tivemos direito a elas, os nossos filhos merecem o mesmo. O boeuf bourguignon é um excelente guisado. Não me surpreendeu – e ainda bem. É sinal de que cresci a comer aqueles guisados bons, com carne mas cheios de legumes, feitos a partir de ingredientes frescos. E eu gostava que os meus filhos, um dia, pudessem dizer o mesmo. Na categoria Variedades | 15 Comentários » Mensagens Antigas » If you find a recipe here and would like to try it, send me an e-mail and I'll do my best to translate it! 4 por 6 – o que é? Receitas Recentes da teoria à prática o outono nas mãos, o verão na boca pecados enrolados em canela vai-se o bom tempo, fica-nos a sopa (tentar) apertar o cinto Buscar por: a Seleccionar Categoria4 por 6 (13)Açafrão (1)Abóbora (3)Agrião (1)Alecrim (21)Alface (7)Alho (56)Alho francês (14)Amêndoa (8)Amendoim (2)Ananás (2)Arroz (13)Atum (5)Aveia (3)Azeitonas (16)Óleo de sésamo (1)Bacon (14)Baking (1)Banana (5)Barbecue (1)Batata (15)Baunilha (3)Beringela (14)Beterraba (4)Biscoito (3)Bolachas (3)Bolo (6)Brócolos (1)Broa (1)Cacau (1)Caju (4)Camarão (6)Canela (5)Cardamomo (2)Caril (2)Carne (9)Cebola (48)Cebolinho (1)Cenoura (32)Chalotas (1)Chocolate (13)Chouriço (8)Claras (1)Coco (3)Coentros (9)Cogumelos (21)Cominhos (12)Compota (3)Cookies (7)Courgette (15)Couve (5)Couve de Bruxelas (2)Couve-flor (1)Cravinho (1)Cuscuz (2)Daring Bakers (3)Empada (1)Ervilhas (10)Espargo (1)Espinafres (10)Estragão (1)Farofa (1)Farro/Espelta (1)Favas (1)Feijão (9)Feijão verde (2)Frango (19)Gambas (1)Garam masala (1)Gelado (2)Geléia (1)Grão de bico (5)Hamburger (1)Hortelã (9)Iogurte (8)Laranja (3)Lavanda (1)Lentilhas (3)Lima (2)Limão (10)Livros (4)Louro (2)Maçã (13)Macadâmias (1)Macarons (2)Madeleines (2)Mandioca (2)Manga (3)Manjericão (24)Mascarpone (4)Massa folhada (6)Mel (3)Melancia (1)Meloa (1)Mercados (1)Milho (2)Molho de soja (2)Morango (7)Mostarda (2)Mozzarella (17)Muffin (3)Natal (4)Natas (7)Nectarina (1)Noodles (1)Noz (13)Orégãos (9)Ovo (5)Panquecas (1)Paprika (7)Parmesão (8)Pasta (18)Pão (16)Pêra (1)Pêssego (3)Pecans (5)Peixe (6)Pepino (1)Pesto (4)Pimento (32)Piri-piri (3)Pistachio (5)Pizza (6)Polenta (1)Porco (6)Presunto (3)Queijo (5)Rúcula (11)Rei da Colher (1)Requeijão (1)Restaurantes (5)Risotto (2)Ruibarbo (1)Salada (2)Salsa (6)Salvia (5)Soja (2)Sopa (8)Sorvete (2)Sumo (1)Tarte (8)Tomate (56)Tomilho (5)Toranja (3)Torta (1)Tortilla (5)Variedades (71)Vegetariano (6)Viagens (13)Vinagre balsâmico (3)Vinagre de arroz (1)Vinho (1)Vodka (1) del.icio.us No Passado Seleccionar Mês Novembro 2010 (1) Outubro 2010 (3) Setembro 2010 (6) Agosto 2010 (1) Março 2010 (1) Fevereiro 2010 (1) Dezembro 2009 (1) Novembro 2009 (3) Outubro 2009 (9) Setembro 2009 (6) Junho 2009 (3) Maio 2009 (12) Abril 2009 (11) Março 2009 (23) Fevereiro 2009 (16) Janeiro 2009 (8) Dezembro 2008 (13) Novembro 2008 (10) Outubro 2008 (19) Setembro 2008 (3) Agosto 2008 (19) Julho 2008 (22) Junho 2008 (22) Maio 2008 (26) Abril 2008 (4) Fevereiro 2008 (3) Janeiro 2008 (2) Dezembro 2007 (8) Novembro 2007 (9) Outubro 2007 (14) Setembro 2007 (5) Julho 2007 (3) Junho 2007 (4) Maio 2007 (8) Abril 2007 (7) Março 2007 (1) Outras Cozinhas A festa de Babette Ardeu a padaria As minhas receitas As receitas lá de casa Baú da Conceição Bacalhau com batata Baunilha e caramelo Blog do Bergamo Carpe Diem Chef Haruki Chocolatria Chucrute com Salsicha Cinara’s Place Cinco quartos de laranja Come-se Comidinhas do bem Cozinha com tomates Cozinha pequena Cravo da Índia Cuecas na cozinha Da cachaça pro vinho Dadivosa Delícias & Companhia Elvira’s bistrot Entre receitas Experiências na cozinha Feijoada completa Figo lampo Flagrante delícia Frango com banana Freak Veggie Gourmadise Gourmets Amadores La Cucinetta Lidimes na cozinha Mastigando.com Migas com gindungo Mixirica No calor do fogão no soup for you Nouvelle cuisine Os amigos do balde Outras comidas Panela de Cobre Pecado da gula Prato fundo Quiche de macaxeira Rainhas do Lar Rap’ó tacho Receitas da Filipa Sabores de Canela Senhor Prendado Simplesmente delícia Sopa vermelha Tachos de ensaio Tangerina aderente Technicolor Kitchen The cookie shop The Inner Life of Food Three Fat Ladies Trem Bom Trivial (ou nem tanto) Outras Cozinhas (inglês) 101 Cookbooks A cat in the kitchen A whisk and a spoon Aapplemint Alpineberry Bakerella BitterSweet Blue Kitchen Cakes in the city Cannelle et vanille Clumbsy cookie Cook (almost) anything Cookie Baker Lynn Cream puffs in Venice Cumin & Coriander Cupcake Bakeshop Delicious days Dorie Greenspan Fine Furious Life honey & jam Kitchen Unplugged La tartine gourmande Lunch in a box Mahanandi Make life sweeter Milk & honey cafe Milk and Cookies nami-nami Orangette Pink bites Pip in the city Simply Recipes Smitten kitchen Sweet temptations Tartelette The bitten word The cake lab The kitchen sunk The passionate cook The pioneer woman The traveler’s lunchbox Vanilla garlic Vegan Yum Yum Veronica’s test kitchen Receitas CyberCook! 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