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Clinica da Palavra
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Clinica da Palavra Foi bom, meu bem°? Vejam no Bento Vai pra Dentro Author: maristela •Terça-feira, Outubro 20, 2009 Então, está lá.No blog do Luis Bento, direto de Lisboa, meu primeiro texto erótico.Vejam bem! Quase sessentona, nunca havia enveredado por este caminho.Se foi bom, meu bem? Pra mim, foi.bento vai pra dentro - conto erótico - continuação by maristela bairros Meu texto e, abaixo, em vermelho, o texto de Luis Bento que provocou tudo isso. Dissera “fico” com tamanha determinação que o coração ficou aos pulos. E agora¿ Como faria para levar esta loucura toda em frente¿ Uma transa é, afinal, uma transa. Puro prazer. Nada a ver com problemas, conseqüências, culpas. Ainda sentia o gosto de toda ela em sua boca, as mordiscadas no lóbulo, o dedo atrevido que o deixara até meio incomodado mas que, depois, o fizera repensar conceitos. O corpo inteiro sofria uma espécie de espasmo interior, ao ritmo da veia jugular. Medo¿ Com certeza, sim. Junto com a tesão que não passava. Ela ouvira “fico” entre o satisfeita e o incomodada. Satisfeita por confirmar o poder de comando que tanto amava. Incomodada porque não tinha interesse em ir adiante com aquela coisa que não era nem mesmo uma relação. Só uma transa. Lembrou, então, da banheira cheia de champanhe que havia exigido de Leon, capricho caro que ele havia bancado. A sensação de ser possuÃda e de possuir envolvida pelo cheiro do álcool, pelo sabor da bebida misturada com o sabor de fluidos. Esse cara não parecia ser do tipo. Ao contrário. Quando sentiu que ela o pegava pelas costas, puxando-o pela cintura tramando a perna em volta de seu quadril, esqueceu do medo. Deixou que ela o guiasse, rindo baixinho, estendendo as mãos para trás, buscando- lhe a cabeça, as orelhas, os cabelos, por sobre o ombro, o hálito quente e com cheiro acre, mas estimulante. Fechou os olhos, por um instante se imaginou a caça e não o caçador. Pensamento que por tanto tempo expulsara mas, com ela, admitia. O movimento ritmado dela, úmida, como se estivesse implorando, num jogo de masoquismo, as unhas cravadas em seu peito, parecendo mais um animal que brigava para não cair dali, a vontade crescendo, duro, duro, duro como um adolescente de 18 anos. Não queria estar com ele, não queria pensar que queria estar com ele, mas precisava dele mais uma vez, ou duas, ou três. Ele a obedecia, todo o corpo dele a obedecia, ao menor toque dos mamilos em suas costas, ele reagia todo alerta, ela sentia aquele tremor quase imperceptÃvel, ela sabia que ele ficaria pronto sempre que ela quisesse. Montada nele, como um bicho, sem qualquer elegância, sugando seu pescoço, seu ombro, parecendo em desespero, queria espantar qualquer outra vontade que não fosse a de gozar fundo e sem intervalos. Nem Leon nem os outros, nem aquele velho nojento que a alimentava e para quem ela dava de olhos sempre fechados, nada era melhor, naquela hora, que aquele cara que nem conhecia. Rápida, sem falar nada, mordeu-lhe forte a nádega. Ele gemeu. E se virou. O que aconteceria agora, quando voltasse¿ Poderia ficar ali semana inteira. Um dia, iria voltar. E enfrentar o olhar morno de Agnes. Abafou o pensamento segurando os dois pés daquela louca, erguendo-os no ar, acima de sua cabeça, olhando-a com o interesse de um predador. Ela queria. De qualquer maneira, ela queria. Ela empinava a barriga para cima, tentando se impor à sua boca, ele recuava, a abaixava, submetia sua vontade, seu poder, não falava, apenas respirava, a cabeça latejando, o sexo doendo, ele castigando, até desabar dentro dela, sem piedade, sem carinho, sem sentimento. Até ouvir ela soltar como que um rangido longo. Não era um som de gozo. Era diferente. Ele gostou ainda mais. Assim, presa pelos pés, sugando as mãos, desgrenhada, se debatendo, o ventre subindo e descendo inutilmente diante dele, provocação, submissão, revolta, ela pensava em quanto estava no comando, em quanto era boa nisso. E só pensar já lhe bastava para o prazer vir como um jorro quente. Sem ligar para a dor em cada pedaço da pele, a madeira, as felpas, corpo esfolado. Marcas. Queria, mas não aceitava. Tentou arrastar a cabeça dele, para sentir de novo a lÃngua áspera. Ele recuou. Ela gostou. Uma surra à s avessas, pensou. Mas ele vem, eu consigo. Eu mando. Eu quero. De repente, o solavanco, o rosto dele tão perto agora, num esgar, deformado, assustador, mau. E tão bom , tão bom, tão bom. Tentavam em vão parar, encerrar, se permitir. Mas agora era tarde. Não eram eles que mandavam. Eram seus corpos. Como desligados deles mesmos. Se governavam, comandavam, não aceitavam ordens. Simplesmente ondulavam, e tremiam, e se agitavam com fúria. Davam um tempo, amansavam-se, docilmente, até recomeçar, olhos buscando um o outro, bocas sem tempo para um beijo que fosse, garras em vez de mãos, sons assustadores, ardência doÃda, ausência de vida, quase morte. Rostos vazios, se abraçaram automaticamente. Se aninharam um no outro. Ele teve vontade de beijar os olhos dela. Ela teve vontade de acarinhar os cabelos dele. Como se fosse um amor de outros tempos. Mas só conseguiram ficar ali, exauridos, sem se falar, sem se olhar mais. Apenas esperando. Metera-se a caminho do Porto rolando em velocidade excessiva no atapetado do asfalto. Mais do que a compra da casa foram os traços finos e elegantes, que lhe divisara nos bytes da net percorrida a fio e insistência, que o levavam em busca daquele olhar forte e perturbador que, aos quarenta o mantinha em suspenso, preso daqueles quarenta debruados a quilates prenhes duma sensualidade acanhada..Chegara cinco minutos antes da hora marcada aos escritórios da imobiliária. Dera com ela sentada na secretária de saia e casaco pretos, camisa adivinhando formas na sua transparência, uns sapatos de salto agulha, lábios rasgados e finos, nariz direito, cabelos longos, soltos num volume selvagem e aquele olhar felino onde, de imediato desejara perder-se no verde das suas sete vidas. Aproximou-se com um cumprimento de mão leve sentindo-lhe o aveludado e o tremor expontâneo. Olhos nos olhos, balbuciaram cumprimentos a rodos e sorrisos a destempero. Finalmente, ela retirara a mão, compondo o casaco deixando a descoberto parte da alvura redonda e firme de um seio desamparado e atractivo. Sentira-lhe o suspiro inflando de impaciencia e excitação. A quÃmica não se confinava aos tubos de ensaio das aulas de liceu. A reacção em cadeia dera-se ali mesmo, em catadupas de odor, olhares e respiração em códigos trocados no esboçar de sÃlabas alinhavadas a silêncio. De mãos dadas, voaram numa vertigem estancada à porta da moradia com a placa “VENDE-SE”. Mal entraram no hall, ele não se conteve e, pegando-lhe no pulso, fê-la rodopiar até ficar de frente para si, acto contÃnuo, empurrou-a contra a parede nua, prendendo-lhe os pulsos. Por entre pastas, papeis e documentos espalhados nas lajes, esmagou os seus lábios finos e rasgados com um beijo longo e quente, ao mesmo tempo que comprimia o seu corpo , meneando-se de forma a sentir-lhe o sexo. Generoso e faminto, o corpo dela oferceu-se ao movimento libidinoso deixando-se prender, desta feita, pela face, nas suas mãos nodosas e másculas. Ãvidos, os lábios não encontravam o fim num beijo cada vez mais longo, quente e húmido que abriam, agora, passagem a uma lÃngua exploradora que encontrara companhia e se deixara enlaçar num turbilhão de fluidos e desejo. Ela mordiscava-lhe agora os lábios repuxando-os de olhos fitos nos dele. Matreira, a mão masculina desceu com um vagar anunciado , de forma possessiva e penetrante, em direcção ao sexo dela comprimindo-o e acariciando-o. Ela retirou-lhe a mão e obrigou-o a enlaçá-la pela cintura. Teimoso, por entre beijos afoitos e distraÃdos acariciou-lhe o ventre passeando com mão até aos seios roçando, ao de leve, um dos mamilos. A um tempo subiram as escadas em direcção ao quarto num compasso de ânsia. Abraçou-a pelas costas tirando-lhe o casaco à força de beijos e caricias no pescoço. A mão direita dele, teimosamente acariciava, de novo, o sexo dela e de novo rechassada com suavidade. Foi a vez dela. Virou-se cobrindo o seu peito de lábios excessivos por centÃmetro quadrado de pele. Ele, rendido e perdido nas vagas daquela maré de olhar verde e felino, empurrou-a para cima da cama e deixando cair todo o peso do seu corpo num desfalecimento embevecido, puxou-lhe as abas da camisa fazendo saltar os botões, passando a mão direita, num gesto de destreza, pelo fecho do soutien. Os seios, agora desnudados e com a pele arrepiada surgiam, alvos e puros, oferecendo-se generosamente aos seus lábios. Não se fizera rogado.Iniciara uma doce tortura com a sua lÃngua deixando um rasto húmido de desejo ante o seu tórax que se arqueava e arrepiava, a lÃngua dançava sobre os mamilos túrgidos, duros e ansiosos, do beijo e da sucção. Começou por mordiscá-los rodando os maxilares o que provocou um frémito pelo seu corpo. Sugou-os, sentia-lhe o arfar, a respiração pesada e as suas unhas cravadas no cabelo. Desceu então, lentamente, em direcção ao ventre, novamente deixando um sulco brilhante e quente. Puxou-lhe a saia,alçou-lhe as pernas apoiando-as nos seus ombros. Puxou-lhe, com uma lentifdão lasciva e calculda, os slips enquanto lhe beijava a face visÃvel das pernas junto aos seus lábios. Iniciou então um percurso exploratório em sentido ascendente. Sem lhe retirar os sapatos de salto alto, beijou-lhe os dedos dos pés demorando-se um pouco, depois o peito do pé onde a sua lÃngua fez novas acrobacias. Ajoelhou-se diante dela e egeu-lhe as pernas ao nivel dos joelhos. A lÃngua subiu arrastadamente pela zona interior das pernas em direcção à s sua coxas. Ela fincava-lha as unhas no cabelo puxando-lhe a cabeça em direcção ao sexo. Em menos de nada os seus dedos afastavam as pregas do sexo que se oferecia generoso e húmido ao seu olhar faminto e ao seu desejo. Penetrou- com a lÃngua, demoradamente, sentiu-lhe o estertor as coxas que o apertaram repentinamente e o gemido rouco que vinha lá de longe do mais fundo do seu prazer. Ela puxou-o pelos ombros exigiu-lhe o beijo sentindo o odor e o travo agridoce do seu sexo. Demoraram-se num beijo apaixonado, e então ela girou o corpo e ficou sobre ele. Prendeu-lhe os pulsos e deixou-se inclinar de modo a facilitar a entrada do seu sexo. Iniciando um vaivém ritmado, sincopado cada vez mais ávido e célere. Atingiram o clÃmax em unÃssono, conjugado de forma activa a duas vozes. Ela deixou-se cair sobre o seu corpo, aninhando-se sobre o seu peito de respiração ofegante enquanto ele brincava com os seus cabelos longos… Ela saÃa do banho e ele, docemente estático, apareceu-lhe à frente, de toalha estendida, abraçando-a com carinho. Ficaram assim uns minutos alheados do mundo que lá fora girava nos compêndios de geografia. Afastou-se dele, antecipando despedidas ou dificuldades numa autoestrada que se lhes atravessava no caminho. Sabendo que morava em Lisboa, quis saber as linhas com que se iria coser aquele fato novo, mantendo a esperança num amor sem interrupções. Num tom grave e inquisidor perguntou-lhe:- E tu…Voltas?Deixando-se cair exausto e feliz sobre a cama e de olhos brilhantes fitos nos seus, respondeu-lhe com paixão:- Não… Fico!! | comentários (1) Links para esta postagem Meu primeiro conto erótico no Bento Vai pra Dentro Author: maristela •Segunda-feira, Outubro 19, 2009 Há alguns dias, nestes papos de twitter e facebook, fiz um convite ao Luis Bento, do Bento Vai Pra Dentro. Ele havia escrito, na maior farra e provocação, um texto erótico, incentivado por alguns amigos, em especial da web. Tudo por causa da insensibilidade das editoras: ou vende porque é sacanagem ou não vende. Enfim.Pois eu propus ao Luis Bento que desse continuidade ao texto. Ele disse que tinha de pensar. Eu então, na farra, propus uma brincadeira: eu escreveria o seguimento e ele o seguimento da minha continuação. Ele topou. E anunciou no blog.Algumas internautas, absolutamente desconhecidas para mim, incluindo uma pretendente a jornalista, se incomodaram. Uma até insinou que ela tinha começado os "desafios", como se desafios tivessem dono e autor. Coitada.Mas já limei as pentelhas e, depois de ficar bem aborrecida e comunicar a meu amigo luso que havia desistido, instada por ele, resolvi sim apresentar minha primeira criação sobre o tema erotismo, com base no que ele criou.Então, vai aqui o link para o texto de Luis Bento e o convite, a quem interessar possa, para ver, lá na casa dele, na querida Lisboa, o que imaginei, timidamente, para continuar o tórrido encontro do casal d além mar.Letra M... Como M... de Mais | comentários (4) Links para esta postagem A grande notÃcia: estar viva para brigar Author: maristela •Sexta-feira, Outubro 16, 2009 Acabo de dizer a esta senhora de óculos na ponta do nariz cujo rosto me olha da tela do notebook que ou ela aprende a lidar com a frustração ou é melhor pedir as contas de uma vez. Impressionante que uma pessoa como ela, que se acha tão ligada, que se orgulha de pouco se surpreender com o que a rodeia, ainda fique chocada com as adversidades que se impõem quando tudo parecia caminhar bem.Esta senhora, afinal, cresceu em meio a uma realidade em que havia mais espinhos que rosa e, a bem da verdade, nunca se deixou levar por aquela conversinha de que “quando casar sara”. Aliás, nem casar queria, se achava destinada a alguma missão espiritual profunda que não incluÃa, claro, ser igual à s demais mulheres, envolvidas em seus mundinhos de paixões terrenas e serviços de cama, mesa e banho.Acontece que a vida leva, independente do pagodinho barato que pede que deixem que ela nos leve. E as noções de valoração, um dia, são colocadas em cheque. O que perturba esta senhora, criada sob um rÃgido código de conduta em especial pela mãe, aquela descendente de portugueses que nunca permitiria um deslize na rotinha familiar, em especial da filha.Hoje, porém, nossa personagem de cabelos grisalhos, quase sessentona, descobriu que, além de precisar bater cabeça para se integrar ao mundo da nova tecnologia igualmente precisa gastar o que lhe resta de energia aparando golpes que teoricamente jamais receberia. Como o fato de ser considerada suspeita por ter confiado cegamente em alguém a quem pagou para encaminhar um mais que necessário processo de aposentadoria. Ah, sim, muitos observarão: uma profissional de comunicação social ser pega num golpe deste tipo! Mal sabem eles que ela foi tão, mas tão desleixada com seus direitos trabalhistas que jamais pediu um aumento salarial na vida e nunca viu que a primeira empresa que assinou sua carteira de trabalho, a hoje RBS, jamais registrou sua saÃda. Nem ela reparou. Nem reclamou.Pois é. Agora, uma toda poderosa burocrata do INSS, que cavou sua segurança e certamente uma aposentadoria polpuda depois de deixar um rastro de concursos Brasil afora, pois esta mesma pessoa julgou irregular o processo que foi devidamente aprovado e que vinha dando suporte financeiro através de um minguado benefÃcio a esta agora arrasada senhora que continua a me olhar da tela do computador.Não dá para discordar dela quando esbraveja contra tanta canalhice, em todos os poderes constituÃdos, enquanto seu meio de subsistênca, a que fez jus por tantos anos de trabalho sem direito a feriados, aniversários, etc, tantas vezes sob as patas de chefias asquerosas e proprietários de empresas que nem mereceriam ser chamados de humanos, tudo o que batalhou virou pó. E uma dúvida quanto à sua honestidade, seu caráter, seu merecimento.Sim. Esta senhora vai partir para outra, vai baixar a cabeça e aceitar o julgamento de uma burocrata ensinada a, como qualquer burro, não tirar as viseiras para tentar ver mais além do que o caminho que percorre puxando a carroça, e vai começar de novo, já que papelada tem de sobra para provar o quanto trabalhou e descontou para a farra do boi dos safados dos três poderes.Não sem manter o travo da raiva e da tristeza na boca. Não sem manter a indignação que a leva a espalhar a todos os ventos o que a maioria, em nome da elegância (leia-se hipocrisia) esconde.A senhora, hoje, tem de reunir forças para levantar da cama e enfrentar o dia.Busca esta força nos pais velhinhos e doentes que precisa amparar e nos filhos impecáveis que a amparam, bem como em poucos e extraordinários familiares e amigos que se importam. Ela tem, porém, muito o que aprender. De porrada em porrada, um dia chega lá. O que já é uma boa notÃcia. inss | comentários (8) Links para esta postagem Para Salete, com carinho Author: maristela •Quinta-feira, Outubro 15, 2009 Oito da noite, toca o telefone. Minha mãe. Segunda vez no dia - a primeira foi para me lembrar que é hora da compra mensal dos 7 medicamentos do meu pai, fora os 3 dela, que estão rendendo porque o dr. Rui Peixoto nos deu um bom lote de amostras. "Maristela. Hoje é aniversário da Salete!". Bendita e santa mãe, melhor que qualquer agenda do google.Com uma vergonha inútil, mando mail. Mas, como os aniversários de meus afetos, nestas alturas da vida, me jogam num escorregador de emoções, laáááááááá vouuuuuuu euuuuu caindo na caixa de areia das lembranças, dos fatos e fotos.Fatos. Salete foi a prima que eu tentei, em vão, imitar, na entrada da adolescência. Não que não amasse as outras duas mais velhas: Maria, porque tocava piano e Maria José porque me mostrara como não correr como louca para entrar em aula quando soava a campainha no ginásio. Mas Salete usava o cabelo chanel que eu queria usar: bicudo, quase pegando na boca, franja farta e aquele embaraçado no alto da cabeça que era tudo! Além disso, usava unhas compridas e sempre bem feitas e tinha pés que a famÃlia toda elogiava, dedos regulares (o meu pé era e é igual ao do meu pai, uma lancha) e pele impecável.Além do mais, tinha um humor que me atemorizava mas, acima de tudo, me abria portas para um outro mundo - o das observações que faziam rir mesmo quando o assunto era sério ou, pior, trágico. Fotos: nos meus 15 anos, como o apartamento era e é um ovo, dividimos as comemorações em vespertinas e noturnas. Convidei, para a tarde marcante, amigas de colégio e algumas primas mais chegadas, que conviviam mais comigo. Como Maria José e Salete e com certeza Maria, que fez meu bolo de aniversário, uma cesta de onde saÃa uma rosa natural, vermelha. Mas Maria, acho que foi à noite, porque nao está em nenhuma das fotos em que lá estou, de olheiras que acomodam dois ovos, cabelo preso em coque cheio de laquê, vestido reglan de côco ralado, um tecido lindo, que a mãe comprou e levou para Donana fazer.Numa das fotos, Salete está com um sorriso prá lá de malandro, e com certeza alguém lhe segura as mãos, porque ela adorava botar os dedos em "v" acima da cabeça dos incautos. Pois ali, ela está com seu belo cabelo chanel, um vestido estampado chique, rindo daquele jeito que ela fazia, se sacudindo, quase sem fazer barulho, falando entre dentes, dizendo coisas para ninguém ficar sério.A vida, claro, passou. Nos afastamos, e se consegui ainda manter uma certa proximidade com Maria e Zezé, que ficaram aqui, com Salete a distância ficou maior. Nunca mais os passeios rua abaixo, as primas de mãos dadas, eu toda besta porque era uma pirralha mas as "grandes" me aceitavam. E toleravam a severidade de minha mãe que achava que eu era muito criança para ouvir conversas de namoros, como ela justificava.Salete se formou advogada, depois juÃza e foi embora para Mato Grosso. Levou a mãe, tia Neuza, uma das muitas mulheres fortes da famÃlia de minha mãe. Lá casou, descasou, e aumentou a famÃlia com uma morenaça chamada Brida que, lá pelas tantas, como toda criança, nos assustou pra valer, com uma daquelas doenças com que o Senhor nos brinda sabe Ele lá por qual razão.Um dia, Salete voltou para Porto Alegre, tornamos a nos rever em algumas comemorações de aniversários, raras vezes, aliás.Faz pouco, retomamos uma ligação aparentemente enfraquecida e descobrimos como isso é bom.Agora, ela está indo embora de novo.Ela, tia Neuza, Brida. Assim é a vida.Eu podia aqui ficar me lamentando, choramingando pelo tempo que a gente perde ao deixar sair por entre os dedos velhos e marcantes afetos. Mas sei que nada se perde, quando é verdadeiro. Acredito, mesmo, que as relações familiares são escolhas, sim, feitas antes de se voltar a esta samsara. Tudo para que se aprenda, enfim, a ser melhor.Tô tentando, Sal.Todos estamos.Um beijo grande prá ti.Seja feliz. Onde quer que vá. A gente não se perde, não.Meu presente é este vÃdeo, com a música que, um dia, ouvi tocar no teu toca-discos, no apartamento com sacada em que tu moravas, numa tarde de domingo, de visitas familiares, tu curtindo uma paixão, adolescente que ria e chorava. E eu ali, olhando e aprendendo. salete | comentários (1) Links para esta postagem Ser feliz custa tão pouco. Fazer feliz custa menos ainda Author: maristela •Sexta-feira, Outubro 09, 2009 Obrigada a meu amigo Evandro.Bom fim de semana! | comentários (1) Links para esta postagem Insônia faz bem para a cultura. Ou lê ou corta os pulsos Author: maristela •Quinta-feira, Outubro 08, 2009 Será que a moça que ganhou o Nobel de Literatura, assim, com letra maiúscula, lia tanto quanto eu leio nas minhas noites insones? Pretensão coisa nenhuma! Só que passa por isso sabe o que é. E ao que leva.Ontem tive mais uma dessas, já que o rivotril me foi retirado aos poucos, para evitar mais perda de massa encefálica segundo a médica, e as vezes nem o ritual do chá antes de dormir (ok, sejamos honestos, chá com sorvete, ou bolo, ou pão de queijo etc etc) dá conta de apagar minha máquina de pensar. Danos? Esta frase acima, por exemplo, imensa e chata.Adelante: deitei-me por volta de meia-noite. Peguei o exemplar que MárciaPinta Benetti me deu de O Amante, da Marguerite Duras (não, eu não tinha lido ainda, nem vi o filme, porque, vão me bater, vão???) e terminei de ler. Tudo. Já tinha começado pelo posfácio mesmo. Como não tinha sono, peguei o outro livro da francesa, também uma edição supimpa da Casac Naify, e me botei a ler O HOmem Sentado no Corredor.Provavelmente foi este conto que me arrepiou todos os sentidos. Antes de virar lobisoma, desisti de ler A Doença da Morte, que está no mesmo livro. Apaguei a luz de cabeceira. Afofei o travesseiro. Tive o primeiro solavanco e pensei: deu!Em revista, o dia inteiro, começando pela ida ao hospital do câncer com meu pai, o que me levou a pensar em quanto conversamos nestas ocasiões, muito mais do que quando almoçamos juntos ou ficamos a tarde toda lado a lado. Já estava viajando na maionese familiar e quase chegando aos braços do tal morfeu, esse canalha traidor e volúvel, quando veio outro solavanco.Xixi. Ida à cozinha. Um gole de refri. Volta ao quarto, agora já uma caverna ameaçadora me olhando. Então tá, vamos para a biblioteca. Espichei a mão, peguei Cinema, do Luiz Carlos Merten. Fiquei sabendo tudo sobre John Ford e o mundo dos western, sobre Chaplin e seu caráter, sobre a Nouvelle Vague e Truffaut, este meninão que eu amo pra sempre.Em vez de sono, esta viagem me levou ao circular: lembrei de minha infância, de meu pai e minha mãe no cinema, e no hábito religioso de irmos ao cine Rey, perto de casa, ao Rosário, ao Orpheu, tudo já eliminado, hoje loja, casa noturna, fachada de estacionamento. Por causa de John Wayne, que meu pai pronunciava como se escreve, assim como Alan Ladd, Jerry Lewis, George Raft, Yul Brinner, caras que ele adorava parelho com Mazzaroppi e Zé Trindade, me vi de novo naquelas salas imensas, a mãe me tapando os olhos sempre que sentia que alguém ia beijar alguém, e meu pai dando risada, daquele jeito dele, rindo pra dentro e sacudindo os ombros, quando o mocinho brigava a soco ou quando Charlton Heston voava na biga.E o sono? Que sono? Sob o coro animado dos sabiás e outros que nem sei o nome, nova ida à cozinha, ao banheiro, volta ao quarto, já conformada em não dormir. Quem sabe ler história me acalma? E lá peguei um livro mal-feito, mal revisado, cheio de erros de concordância, mas tão honesto, do professor Moacyr Flores que se chama História do Rio Grande do Sul. Fui até a página 45 e, felizmente, com o sol alto, a canseira me derrubou. Até sonhei, mas aà é papo para outra conversa.Hoje, vou continuar sabendo sobre minha espécie, o tal gaúcho. Começarei da parte em que parei: "por falta de mulheres brancas, os soldados se uniam com Ãndias e com escravas. O governo colonial enviou mozuelas (donzelas), retiradas de bordéis das vilas e cidades de outras capitanias e tranformadas em novias desembarcaram em Rio Grande, onde casaram e constituÃram famÃlias". O resto da leitura promete! movie | comentários (5) Links para esta postagem A bruxa do Mont Serrat que saiu queimada Author: maristela •Segunda-feira, Outubro 05, 2009 Um amigo que fiz, acho que há uns 4 anos, na volta de uma viagem de BrasÃlia, acho eu, nem lembro direito, e que vi, pessoalmente, umas 4 vezes se muito, adora me puxar as orelhas tentando me recolocar no prumo. É meio assim minha mãe de calças e quepe de piloto - além de ser de origem Ãtalo-alemã, o que dá uma mistura supimpa de ternura e aspereza. Pois este amigo me mandou um mail de aniversário me desejando que eu passasse e ver o mundo com menos mágoa. Gostei dos votos. Acho que ele tem razão - realmente tenho muitas mágoas de muitas coisas e pessoas. Atire a primeira pedra quem não tiver. No entanto, por mais que eu reze antes de dormir e ao levantar e faça planos de me asserenar, tá muito difÃcil meeeeeeeeeeeesmo.Hoje pela manhã, por exemplo, fui tirada de minhas boas intenções e tive de reagir. Afinal, não dá pra ser uma ameba.Foi assim: encontrei, ao chegar à esquina da minha rua, um garoto de seus 10 anos que tem um filhote de 9 meses de Border Collie. O garoto se chama Felipe, o cão é o Fofo. Lindo. Todo preto, sem um pelinho que não seja preto.Felipe mora num dos carreiros de casinhas de madeira que o "crescimento" urbano transformou em semifavela. Mas, ao contrário de outras crianças que moram ali, é um cara de bem com a vida. Tem uma famÃlia muito bacana. A irmã mais nova me encantou, semana passada, quando ganhou, do pai, uma bicicleta usada com pneu furado: "Tia, meu pai vai chegar agora do trabalho e vou esperar ele na esquina pra dar um abraço nele".Qual criança de classe média que faz isso? Não, não virei petista bolsafamiliar, credo. Mas é bem isso que relato - na pobreza, mais calor humano.Enfim. O causo é que estamos muito amigos e passeamos juntos, sempre que dá, conversando, eu, Dodô, Occhi e Felipe com Fofo.Hoje, dia de verão, caminhávamos de volta para caso quando surge, no alto da escadaria que interrompe uma das ruas da vizinhança, uma senhora de seus 70 ou mais, num abrigo cinza bem justinho, cara totalmente plastificada (aliás, coisa inútil, sacrifÃcio vão - ele é horrorosa!) e olha para nós, em especial para Felipe e diz: "Tira isso daqui".Eu poderia ter calado. Mas a arrogância desta mulher, esta agressão gratuita, não podia ficar sem resposta. "Ele nem chegou perto da senhora". E ela, rápido: "Não me interessa, eu não gosto".AÃ, foi ladeira abaixo: "A senhora deve ser muito infeliz. Tente ser mais feliz, dona", eu disse.E ela: "Infeliz é tu, que tem de andar puxando cachorro pela rua. Eu sou de Deus!"Ah, pra quê, Dinorá! "De Deus que tu não é, velha arrogante. Vai te medicar, tu deves ser doente, pra ser grossa e mal-educada. "E lá se foi a velha resmungando, se queixando pra porteiro do edifÃcio, e eu do outro lado da rua, metendo a boca. De repente, na outra esquina, um homem de seus 70 e tantos alcança a ela um chimarrão. E ela, descaradamente, me apontou dizendo que eu havia atiçado o cachorro nela.Além de desentir a bruxa, lhe disse, para todos ouvirem: "tá na hora de pegar a vassoura do meio-dia, bruxa velha". E disse ao idiota que a acompanhava e que teve o peito de dizer "primeiro as pessoas, depois os bichos", como se ele fosse alguma dessas coisas: "não esqueça de dar remedinho pra essa louca".Sei que muita gente vai me recriminar. Não tô nem aÃ. Se é para dizer que extrapolei, por favor não comentem nem mandem mail.Com meus 57 anos acho que sei bem o que devo ou não fazer.E ficar quieta com tal agressão eu jamais ficarei.Também não posso viver como Pollyana fazendo de conta que a vida é cor de rosa e que com minha humildade tudo se ajeitará.Temos, sim, de reagir.Todo mundo reage. Ninguém dá o pescoço ao algoz sem reclamar. Ninguém ouve desaforo sem retrucar a menos que seja masoquista. Não é meu caso.No mÃnimo, aquela mocréia não vai tão cedo encarar uma pessoa do modo que fez. E pode até continuar odiando animais, mas quando se olhar no espelho vai ouvir minhas palavras e minha gargalhada. Fiz e não me arrependo.Portanto, meu amigo piedoso, não me recomende cuidar das mágoas. Estou fazendo a catarse necessária.E esse Blogger, que agora, para salvar o post, não aceita mais que duas palavras como marcadores! Quequiéisso? dodo, occhi | comentários (7) Links para esta postagem Poucas palavras Author: maristela •Sexta-feira, Outubro 02, 2009 O que estou pedindo de presente de aniversário?Primeiro: que meus filhos continuem sendo o que são. E ponto.Segundo: que meus pais fiquem junto de mim ainda por muitos anos, com saúde e envelhecendo dignamente.Terceiro: que se cumpra o Salmo 70 que diz: “Preza-te, óDeus, em livar-me; dá-te pressa, ó Senhor, em socorrer-me. Sejam envergonhados e cobertos de vexame os que me demandam a vida; tornem atrás e cubram-se de ignomÃnia os que se comprazem no meu al. Retrocedam por causa da sua ignomÃnia os que dizem: bem-feito, bem-feito! Folguem e em ti se rejubilem todos os que te buscam; e os que amam a tua salvação digam sempre: Deus seja magnificado! Eu sou pobre e necessitado; ó Deus, apressa-te e valer-me, pois tu és o meu amparo e o meu libertador. Senhor, não te detenhas!”A todos que aniversariam neste 2 de outubro, parabéns. É bom estar aqui, apesar de tudo. Ainda há amizades e afetos reais que nos ancoram na vida. | comentários (13) Links para esta postagem Enfim, neste blog, flores e primavera Author: maristela •Sexta-feira, Setembro 25, 2009 Meu jeito de homenagear esta primavera que me trouxe, primeiro, minha rinite de volta.De todo modo, ia escrever (e até fotografar as) sobre as painas que estão atapetando como uma neve de plumas as ruas cá perto de casa. Mas quando olhei para cima e vi a quantidade de pluminha que flutua no ar e, claro, vai pro meu nariz, desisti.AÃ, mandei para o Lula umas piadinhas do Joãozinho, que recebi do Sérgio Ayala, amigo dos tempos de fac e que agora mora na praia, em Santa Catarina, e ele me respondeu que já tinha postado uma delas.Fui no site ver e fiquei desopilando lendo os outros posts do Lula, este cara absolutamente de bem com a vida, igual meu amigo Bill do Jornal da Lua que tenho de visitar e não acho tempo. Além dos românticos, que ele dedica à sua amada e deixa toda a mulherada sonhando com um tipo igual a ele, a maioria dos posts é de humor. Mas também há tempo para música e para achar coisas curiosas.AÃ, encontrei a imagem de um sapato feita de flor. E me encantei. Cliquei, fui ao site do sujeito, um fotógrafo maluco-beleza, chamado Michel Tcherevkoff e selecionei umas fotos pra nós.O cara, que tem os dois pés na publicidade, é bom até nos nomes que dá para suas criações. Além de sapatos, há bolsas.E dá para comprar. Não os objetos, mas as estampas.Pode não ser novidade pra muitos, mas deve haver outros tantos atrasadinhos como eu.Até me deu vergonha da que fiz, ontem, de dois pés gigantes daquela plantinha branca e roxa chamada Manacá e que a gente chama também de Primavera!O sapato floral acima se chama, debochadamente, "Mucho Gaucho". Não identifiquei a planta que ele usa. Se alguém tiver olhos de lince, me informe, por favor.E, como estou de aniversário dia 2 de outubro, se quiserem me dar o livro do cara de presente, ficarei muito feliz. shoefleur, spring | comentários (5) Links para esta postagem Vontades de uma sexta quase primavera Author: maristela •Sexta-feira, Setembro 18, 2009 Vontade de ficar absolutamente up!De entrar a tal primavera vestida como naqueles anos 70, de fé absoluta no divino, de pouca desconfiança no mortal, de curiosidade sobre o que viria.Vontade de dançar, sem medo de pagar mico, de inventar passos e rir, e rir, e rir como doida varrida, só pela alegria de rir.Vontade de correr de novo, como em criança, sem sentir as pernas de tão rápido, vento na cara, adrenalina toda, só para brincar de voar.Vontade de levantar bem cedo, tomar o café com leite de garrafa que a mãe fazia com o pão de quarto de quilo, a biqueira dele, com manteiga e banana esmagada.Vontade de tomar banho em sábado luminoso, a mãe lavando o cabelo da gente, depois secar, ao sol, com a toalha sobre os ombros, bem penteada, bem lambida.Vontade botar a japona azul-marinho, lã grossa, touca de tricô, manta no pescoço enrolada, pasta preta velha carregada de cadernos encapados com papel cheio de borboletas em fundo rosa, e sentar na carteira maltratada do grupo escolar Gonçalves Dias.Vontade de balançar na corda com pneu no galho do cinamomo, em frente de casa, depois de ajudar a enxugar a louça e ouvir novela no rádio marron de baquelite com seu alto-falante que roncava.Vontade de me espichar em cima do balcão da sapataria pintada de verde, na praça diante do campo de futebol, e olhar os rios que a chuva fazia caindo grossa e fazendo barulhão no brasilit, a lixadeira ligada, o cheiro de tinta, de cola, de couro, de poeira.Vontade de abraçar o velho Lobo, bom cachorro, que levava bilhete atado no pescoço, lÃngua de fora, fazendo curva fechada, sem parar nem para mijar, só pela felicidade de logo receber o afago do dono na sapataria, a água fresquinha na bacia de alumÃnio amassada, banho de mangueira em fim de sexta-feira.Mais uma sexta-feira. Nada a escrever. Tudo a lembrar. Nó na garganta.Enterrar a objetividade. Viver de passado. Esquecer feitos e desfeitos. Se misturar com tudo e todos e continuar assim até este sabiá cansar de cantar. Lá fora, tem tanta notÃcia pra ler, tanta informação, tanta obrigação, tanto faz de conta, tanta não-alegria.Vontade de não ser chata. Mas, assim mesmo, ser.Bom fim de semana a todos. lembranças | comentários (2) Links para esta postagem Postagens mais antigas Sequencia de conto erótico Do Brasil para Portugal Manu Schmidt Loading... Lou Schmidt Eco casa Jardim Botânico RS: AGORA COM BLOG Conheça o trabalho vencedor do concurso, em projeto da arquiteta Manoela Schmidt Twitter - ok, aderi! Twitter - ok, aderi! follow me on Twitter História de Flávia Jornalismo só com diploma! Em respeito a quem esquentou a bunda anos a fio em faculdades de comunicação social Atalho do Facebook Maristela BairrosCriar seu atalho Chega de plágio! Se quiser copiar, cite a fonte!!!!! Quem sou eu maristela bairros porto alegre, rs, Brazil jornalista, dois filhos, humor variável, atenta, dois cachorros Visualizar meu perfil completo Translate Traduction Chutando o balde Meu livro de auto-ajuda desaforado The Docinho's history ClÃnica da Palavra ↑ Grab this Headline Animator ASSINE Quer ser avisado qdo este blog for atualizado? Então digite seu e-mail logo abaixo: Delivered by FeedBurner Me leva... A fila anda adelino adriana ana bento betty bill brunno caco chica chico denis don oleari emanuel fernando flavio francis grace guto kaio lourenço luci lula marco miguel márcia neutron nilton fernando odele rosa sônia mascaro tacho (charges, humor) tita e david xôn yvonne Recent Posts Carregando... 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