Poema inédito de Rui Miguel Duarte, glosando a frase «dar imagens ao silêncio» de JTP no Facebook Para dar imagens ao silênciopede ao céuum bater de asastirado da essênciade um pássaropede a uma árvoreque te cedaum sopro de ventoque silve os arcosdos teus cabelospede à praiaque te gravenas dunaso estrugidoda espumaque lhes bate nos joelhospede à noiteque não transtornea memóriade um só segundodo corrupiono coração dosespaços vagos de gentesPara dar imagens ao silênciopede à criançaque após o temporalquando nada mais restasenão a pátinaà superfície do cristalte pinte o arco-íris 24/02/10