Uma conversa.
Não era como aquelas que nós costumamos ter… Nem sequer era comigo que falavas. Mesmo assim observava-te cuidadosamente enquanto as palavras saiam da tua boca. O assunto incumbia-nos os dois, mesmo que indirectamente. A nossa relação dependia daquela conversa, tudo o que havia entre nós, tudo o que poderia continuar ou não a haver.
Eu olhava-te.
Apesar do medo, apesar de saber que o futuro era incerto… Eu sorria. O meu ser sorria! Não por desejar um certo futuro ou por querer continuar algo… Não por ver que a conversa seguia um determinado caminho que, talvez, fosse ao encontro de que eu desejava… Nada disso me faria sorrir daquela maneira.
Sorria
Olhava-te com um ar de posse, uma necessidade de te ter… Um pensamento invadiu-me a mente, algo que nunca antes pensara ou sentira:“Aquele é o Homem da Minha Vida…”