Não és Homem, não és nada! És um cobarde! Foges da dificuldade de uma pergunta, desapareces no meio de uma frase, ergues a revolta que há em mim. Não és nada. Não significas nada. E no entanto fazes-me sentir algo, algo estranho, algo diferente. Desejo. Desejo-te longe. Longe de mim. Não ter de me lembrar de ti, não perguntar por ti, não saber quem és. Eu sei bem quem és. Não passas de um miúdo mimado. Achas-te maior que o Mundo, pensas conseguir tudo o que queres… Que queres tu? Não és Homem para responder a uma pergunta. Não és Homem para nada. Não és Homem para ninguém.
Eu, eu que afirmo existir um “Homem da minha vida”… Eu que na verdade não sei do que falo… Eu que te desejo tão longe… Sou a mesma que passo a vida a perguntar por ti, que me lembro de ti no desenrolar de uma simples conversa… Eu que me perco num sonho contigo…
Não vou procurar quem espero, se no fundo te encontrei.